FLORIANÓPOLIS - Em sua palestra na Futurecom, Roberto Oliveira Lima, presidente da Vivo, propôs que as operadoras de telefonia móvel compartilhem a estrutura de suas redes celulares no Brasil.
Segundo ele, a proposta seria criar uma empresa de sociedade anônima que administre a rede celular única e receba pelas chamadas efetuadas por meio dessa estrutura. Os acionistas da empresa seriam as próprias operadoras de telefonia celular, que teriam uma rede conjunta para GSM e outra para CDMA. "As operadoras estão abertas a discutir o compartilhamento", afirmou Lima.
Questionado sobre a questão da concorrência entre as operadoras, Lima citou o exemplo de redes como a da Visanet e da Recard, no mercado bancário. "Alguém imaginaria que o Bradesco e o Itaú se juntariam para criar uma empresa?", disse. De acordo com Lima, as operadoras têm de se concentrar nos serviços que prestam aos clientes e não na infra-estrutura propriamente dita. "A rede já não é mais um diferencial competitivo", acrescentou.
Lima falou não só do impacto econômico da multiplicidade de redes como também do ambiental. "Você tem cinco antenas nas mesma localidade, causando problemas no meio-ambiente. É o show da ineficiência", afirmou.
O presidente da Vivo, no entanto, não respondeu à pergunta que é a bola da vez: quando a operadora vai estrear sua rede GSM no país. "A TIM adoraria saber", brincou. Lima disse, no entanto, que a cobertura será um para um. Ou seja: onde a empresa atua hoje com CDMA também oferecerá GSM.