LONDRES - A decisão de rejeitar apelos contra a aprovação do formato usado por programas do Office 2007, da Microsoft, como padrão internacional, provocou o questionamento de seis membros da Organização Internacional para Padronização (da sigla em inglês ISO) quanto a importância do órgão.
Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela – países com veloz crescimento do mercado de TI – haviam pedido a revisão da aprovação do Microsoft Office Open XML (OOXML) como padrão, argumentando que isso era uma maneira de ajudar a gigante do software a ampliar ainda mais sua base de usuários.
Uma significante minoria de órgãos nacionais de padronização votaram contra a aprovação do formato da Microsoft, que é uma alternativa ao Documento de Formato Aberto, usado pelo ISO desde 2006.
O ISO, entretanto, junto com a Comissão Eletrotécnica Internacional, decidiu recentemente que os apelos não eram suficientes – o que significa que o OOXML é o novo padrão, já que não existem novos empecilhos.
Neste final de semana, organizações de TI do Brasil, África do Sul, Venezuela, Equador, Cuba e Paraguai publicaram uma declaração dizendo que eles não confiavam mais no ISO como uma organização neutra.
“No passado, um padrão ISO/IEC podia ser automaticamente considerado próprio para uso governamental, mas hoje em dia essa não é mais uma interpretação válida”, afirma a entidade representativa da África do Sul em seu site.