SÃO PAULO - Os dados do mercado de telefonia móvel divulgados pela Anatel foram bem recebidos por analistas do setor.
Apesar disso, eles levantaram dúvidas sobre a rentabilidade das operadoras.
Os números mostraram que as vendas de linhas celulares em agosto bateram recorde no ano e superaram o movimento do tradicionalmente aquecido mês do Dia das Mães, maio.
A base em agosto registrou 2,41 milhões de novas habilitações, acima das 2,21 milhões computadas em maio, recorde do ano até então.
"O resultado pode ser considerado excelente, já que há mais de sete anos não víamos crescimento tão forte no mês de agosto", escreveu em relatório Jacqueline Lison, analista da Fator Corretora.
"A Claro mais uma vez mostrou que a campanha de celular a custo zero em datas aquecidas gera resultado e foi o destaque do mês", afirmou a analista.
Segundo a analista Vera Rossi, do Morgan Stanley, "o crescimento no número de assinantes em agosto foi puxado pelas três maiores operadoras (Vivo, TIM e Claro) que apresentaram adições líquidas de mais de 600 mil no período".
A analista informa que a Claro liderou em adições, com um total de 694 mil no mês passado. "...a América Móvil (Claro), tem se mostrado a operadora mais consistente em termos de performance operacional no Brasil", escreveu.
Apesar disso, para Vera a preocupação é "se esse crescimento (da indústria no mês) irá se transformar em crescimento da receita no curto prazo e em expansão de Ebtida de médio a longo prazo". A preocupação é compartilhada por Felipe Cunha e Beatriz Battelli, da Brascan Corretora.
"A competição atualmente não se concentra apenas no preço de aparelhos, mas também em benefícios oferecidos, tais como minutos adicionais", escreveram Cunha e Battelli em relatório, citando que o aquecimento exibido pela indústria em agosto pode ser negativo para o setor em termos de rentabilidade.
O Morgan Stanley manteve sua recomendação de "compra" das ações da América Móvil, e de "manter" para os papéis da Vivo e TIM .
E a competição tende a aumentar também nas regiões do país que passarão a contar com mais operadoras a partir do leilão de frequências celulares promovido pela Anatel na terça-feira, afirma a analista Luciana Leocadio, da corretora Ativa.
"Podemos esperar acirramento da competição naquelas regiões que contarão com mais um player, como é o caso do Nordeste (entrada da Vivo), Norte (Claro) e São Paulo (Oi), com possível impacto em termos de margens nas operações nestas localidades", escreveu a analista em relatório.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Setor celular tem pouco lucro, diz análise</a>, Por Rodolfo Barbosa, da Reuters - SÃO PAULO - Os dados do mercado de telefonia móvel divulgados pela Anatel foram bem recebidos por analistas do setor.
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