QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, advertiu no sábado as empresas de telefonia celular do país.
Correa afirmou que terão de cumprir novas regras depois que seus contratos forem renegociados este ano, caso contrário terão de deixar o país andino.
"Se vocês não gostarem das novas regras do jogo, dou-lhes adeus e compraremos suas instalações e continuaremos com o negócio dos celulares nós mesmos", disse Rafael Correa em seu pronunciamento semanal pelo rádio.
Ele disse que os contratos devem ser renegociados até dezembro e que as empresas poderão perder suas concessões, caso não baixem as tarifas e melhorem os serviços.
A Moviestar, da espanhola Telefonica, e a Porta Cellular, da mexicana América Móvil, controlam 90 por cento do mercado equatoriano e estão em negociações com o país para estender suas concessões por mais 15 anos.
Correa destacou a Porta, acusando-a de violar seu contrato com o Estado e de sonegar impostos.
"A festa da Porta acabou, vocês terão de pagar impostos e cumprir o contrato", disse Correa, acrescentando que a empresa divulgou seis anos de prejuízos.
O porta-voz da Porta não estava disponível para comentar o pronunciamento de Correa.
O ex-ministro da Economia, que assumiu o poder em janeiro e vem causando apreensão junto a investidores com suas promessas de reestruturar a dívida externa e renegociar contratos de petróleo, também disse que pretende criar um Ministério das Telecomunicações para administrar o mercado.
A América Móvil, do magnata mexicano Carlos Slim, está disputando com a Telefonica o domínio do mercado de telefonia celular da América Latina, um dos mercados que mais cresce no mundo.
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