SÃO PAULO – Uma reportagem publicada pelo jornal The Washington Post afirma que o CEO e novo presidente da HP, Mark Hurd, tinha conhecimento das investigações promovidas pela então presidente do grupo, Patricia Dunn.
Patricia afastou-se do cargo em 12 de setembro por ter ordenado investigações contra jornalistas de TI e diretores da HP. Hurd assumiu a presidência do grupo e prometeu investigar o caso.
De acordo com o Washington Post, no entanto, Hurd está tão envolvido na questão como Patricia. O jornal diz que teve acesso a “dezenas de e-mails” da HP em que há referências a Hurd. O novo presidente do grupo não comentou o caso.
O jornal dá ainda detalhes de como os investigadores da HP agiram para instalar um spyware no computador de uma jornalista da Cnet. O programa deveria monitorar as mensagens da jornalista e identificar com quem ela trocava e-mails.
O objetivo final da investigação era descobrir quais membros da HP repassavam informações confidenciais para órgãos de imprensa.
No caso da jornalista da Cnet, um investigador apresentou-se como executivo da HP e prometeu enviar-lhe informações corporativas por e-mail. Ao enviar a mensagem, no entanto, o falso executivo da HP atachou um arquivo que continha o código malicioso.
O spyware, entretanto, não atingiu seu objetivo pois a vítima da espionagem usava um computador com distribuição Linux, ao passo que o software foi desenhado para Windows.