SÃO PAULO – A CEO e presidente global do grupo HP, Patricia Dunn, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (12) após reunir-se com o conselho diretor da empresa. Patricia será substituída pelo executivo Mark Hur.
Patricia não resistiu à pressão dentro e fora da empresa após a revelação de que a executiva conduziu investigações contra diretores da HP e jornalistas de tecnologia. As investigações, feitas por detetives particulares, teriam desrespeitado regras de conduta da HP e a própria legislação americana.
De acordo com a denúncia, Patricia teria se sentido muito desconfortável com a publicação na imprensa de conversas e planos da empresa que, em tese, deveriam ser confidenciais. A presidente mundial do grupo teria então determinado investigações para que a empresa identificasse os autores do vazamento de informações.
Os investigadores contratados pela HP, no entanto, são acusados de usar meios ilegais de investigação, como fazer-se passar por outra pessoa em diálogos informais e mentir para operadoras de telefonia afim de obter dados telefônicos das pessoas investigadas.
Os investigadores teriam ainda fingido ser alguns dos diretores investigados e solicitado informações sobre chamadas realizadas e recebidas em datas específicas. O objetivo era descobrir quais diretores contataram a imprensa nos dias em que houve vazamento de informações.
Os métodos são considerados ilegais na Califórnia, Estado onde ocorreram os episódios e o procurador-geral daquela região, Bill Lockyer, já declarou que pedirá a investigação do caso.
Patricia afirmou que estava “chocada” com os métodos usados pelos investigadores que tomaram tais atitudes sem seu conhecimento ou consentimento.
De qualquer forma, para poupar a empresa, optou por afastar-se da presidência do grupo. Patricia continuará nos quadros da HP como consultora até a próxima reunião de diretores do grupo, o que deve ocorrer em janeiro de 2007.