SÃO PAULO – A Hewlett-Packard (HP) está sendo acusada, nos Estados Unidos, de contratar investigadores particulares para investigar seus funcionários, diretores e até jornalistas da imprensa de tecnologia americana. As denúncias foram publicadas no jornal The New York Times.
De acordo com a denúncia, a presidência da HP teria se sentido muito desconfortável com a publicação na imprensa de conversas e planos da empresa que, em tese, deveriam ser confidenciais.
A presidente mundial do grupo, Patricia Dunn, teria então determinado investigações para que a empresa identificasse os autores do vazamento de informações.
Os investigadores contratados pela HP, no entanto, são acusados de usar meios ilegais de investigação, como fazer-se passar por outra pessoa em diálogos informais e mentir para operadoras de telefonia afim de obter dados telefônicos das pessoas investigadas.
Os investigadores teriam fingido ser alguns dos diretores investigados e solicitado informações sobre chamadas realizadas e recebidas em datas específicas. O objetivo era descobrir quais diretores contataram a imprensa nos dias em que houve vazamento de informações.
Os métodos são considerados ilegais na Califórnia, Estado onde ocorreram os episódios e o procurador-geral daquela região, Bill Lockyer, já declarou que pedirá a investigação do caso.
Em entrevista ao jornal San Francisco Chronicle, o procurador disse que “está claro que houve um crime cometido nesse caso”. As denúncias fizeram a direção da HP convocar uma reunião de emergência no domingo, dia 10.