SÃO PAULO – A prefeitura de São Paulo iniciou os testes, na região central da cidade, para o uso de bilhetes de Zona Azul eletrônicos.
Zona Azul é como são conhecidas na capital paulista as vagas públicas onde o estacionamento só é permitido mediante pagamento.
Atualmente, o paulistano compra talões de papel, os preenche e os deixa à mostra no painel do carro sempre que estaciona em local que exige o pagamento.
Com o sistema eletrônico, o motorista pára o carro e vai até um ponto credenciado (padarias, lotéricas, etc.) efetuar o pagamento do número de horas que pretende ficar no local.
O registro é enviado para servidores da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), que registram a placa do carro que recebeu o crédito. Quando um fiscal da CET passar no local, pode checar por meio de um handheld se aquele veículo pagou ou não Zona Azul pelo método eletrônico.
Motoristas que forneçam o número de seu celular poderão comprar créditos antecipadamente em qualquer ponto credenciado e bloquear e desbloquear seu uso por meio de mensagens SMS.
Assim, logo que estaciona, o motorista envia um SMS e começa a “gastar” seus créditos. Quando retorna, envia um novo SMS e “bloqueia” os créditos até o próximo estacionamento.
O sistema começou a ser testado em 500 vagas no bairro da República, centro da cidade. O método já havia sido testado anteriormente em projeto piloto, na praça Charles Miller, no Pacaembu.
O sistema de TI que dá suporte ao projeto foi desenvolvido pela Rede Ponto Certo, a mesma que possui contrato com a Prefeitura para manter o sistema de créditos em recargas do Bilhete Único, cartão usado para pagamento de ônibus e metrô em São Paulo.
O custo da hora de estacionamento pelo bilhete eletrônico será de R$ 1,80, o mesmo cobrado em bilhetes de papel. O usuário pagará o custo das mensagens que enviar.