SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Hélio Costa, confrontou a Anatel ao criticar o modelo de banda larga que a agência defende.
A Anatel está elaborando um novo conjunto de regras para o setor telecom que permitirá, entre outras coisas, a fusão da Oi e da Brasil Telecom. Entre as mudanças está a proposta de obrigar as telefônicas a criar empresas a parte para explorar banda larga.
Assim, uma tele A teria que criar uma empresa B para vender serviços de banda larga. A Anatel diz que a medida visa aumentar a concorrência no setor e impedir a venda casada (telefone mais internet banda larga).
Para a Anatel, esta regra seria uma compensação para a concentração de mercado gerada pela fusão de Oi e BrT. Hélio Costa, no entanto, criticou duramente a medida, que na prática fere o interesse das teles.
Para Costa, a idéia contraria a tendência de triple play (TV, web e telefone) e impede as teles de criar sinergias entre seus produtos, elevando seus custos e, conseqüentemente, o preço da banda larga para o usuário final.
Costa disse ainda que o ministério não precisa acatar necessariamente o que a Anatel decidir. O caso ainda será discutido entre as partes e a palavra final pode ser dada pelo presidente Lula.