NOVA YORK - Há três meses, Guy Distaffen mudou de provedor de internet, deixando uma companhia de cabo por uma operadora atraído pela oferta de um ano de serviço gratuito para contratos de dois anos. Mas não está satisfeito.
A operadora, Frontier Communications, é um dos provedores de serviço de internet (da sigla em inglês ISPs) que estão restringindo o tráfego nas suas redes, ou no mínimo obrigando usuários que fazem muitos downloads a pagarem mais.
As conseqüências dessa prática pode afetar não apenas os consumidores - que deverão prestar atenção à quantidade de informações que está sendo movimentada pela sua conexão - mas também empresas que pretendem transmitir filmes e arquivos pesados pela rede.
As empresas de cabo são as que mais impõem limites de uso, porque suas linhas são compartilhadas com outros serviços. O plano da Frontier chama a atenção porque ela é uma empresa de telefonia e fixou um limite de dados tão baixo quanto o das suas rivais de cabo: 5GB pó mês, o equivalente a três filmes de alta qualidade.
“Se eles reduzirem os limites iremos trocar de serviço”, reclamou Distaffen.
Mas se a opção de Distaffen for a Time Warner, por exemplo, é melhor ele nem ter o trabalho de fazer a alteração, porque a empresa a cabo está experimentando também um limite de 5GB mensais, no Texas, cobrando mais 1 dólar por cada gigabyte excedente, com um máximo de 40 gigabytes por mês. Dependendo da reação dos consumidores, a Time Warner aplicará a mesma política no resto dos EUA.