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Ri Happy Brinquedos volta a dar corda na internetQuarta-feira, 08 de agosto de 2001 - 09h42
Apesar de ter se ressentido do desaquecimento econômico, com queda de 15 por cento do faturamento no primeiro semestre, a Ri Happy vai concluir em 30 dias um depósito para atender especificamente os consumidores online.
Como as vendas pela internet ainda representam menos de um por cento da receita da empresa (valor não divulgado), o depósito vai servir também como um estoque regulador das lojas da capital paulista. Os investimentos na reformulação do site e na renovação tecnológica devem ser de 300 mil reais este ano.
"Fomos a primeira empresa no Brasil a vender brinquedos na internet, o que ainda só é uma grande promessa, mas, por outro lado, não tenho dúvidas de que começa a dar sinais de vida", afirmou à Reuters o sócio e diretor comercial da Ri Happy, Ricardo Sayon.
"Deixamos o projeto um pouquinho abandonado, adormecido, mesmo porque a internet estava virando um campo minado que poderia explodir a qualquer momento", disse Sayon, pediatra que virou empresário em 1988. "Tratamos a internet como um ganho de imagem institucional, mas a partir deste momento ela tem que se tornar mais um ponto de venda", acrescentou.
A 4Web Solution, empresa de consultoria para internet, desenvolveu há três meses a nova solução de comércio eletrônico para a Ri Happy. Segundo o gerente de projeto da 4Web, Newton Carlos Dantas, o trabalho de 40 dias para adaptação do site ficou em 10 mil reais, mais uma taxa mensal de 2 mil reais pelo suporte técnico durante um ano.
A Ri Happy decidiu também conectar as 55 lojas com acesso à internet em alta velocidade. "A empresa é completamente informatizada, mas a partir do momento que nos decidimos pela internet é preciso ter as melhores soluções, inclusive de segurança", comentou Sayon.
FRANQUIA VIRTUAL
Uma boa solução de marketing online para a Ri Happy foi estabelecer a franquia virtual, que permite cadastrar sites como revendedores, oferecendo comissão de três por cento sobre as vendas realizadas. Segundo Sayon, já são entre 25 e 30 sites cadastrados. O único critério é credibilidade.
"Percebemos que a credibilidade é fundamental na internet e ela só pode existir a partir de uma atividade extensiva de varejo", declarou o empresário.
Apostando na força da lojas de tijolo e cimento, a Ri Happy vai expandir-se para o Nordeste em 2002, começando por Salvador, Recife e João Pessoa. A empresa hoje está presente em sete Estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
As lojas serão, no entanto, cada vez menos lojas, cada vez mais centros de diversão. Todos os 1.150 funcionários têm sido treinados para identificar o papel que os brinquedos desempenham em nossas vidas. Os vendedores, a instruir os pais na hora dessa decisão.
"A gente vem trabalhando nisso há algum tempo, é um trabalho árduo, não é fácil treinar esse número de empregados, e se o funcionário não comprar a idéia, não funciona", afirmou Sayon.
A filosofia de que uma loja de brinquedos não é um comércio tradicional está sendo transferida também para a internet, mas com cautela. "No site estamos tentando melhorar a eleição do brinquedo, por enquanto, sem interferência direta", disse. "A gente toma cuidado para não ser pretensioso", acrescentou.
Cautela também na hora de diferenciar o preço do produto na vitrine online. Sayon argumenta que ainda não há redução de custos porque o volume de comercialização pela internet é muito baixo. Mas admite que se o preço for menor, as vendas aumentam. "É uma decisão estratégica da empresa, que vai ser trabalhada no futuro", disse. Por Renata de Freitas
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