PEQUIM - O Comitê Olímpico Internacional (COI) vai investigar um aparente caso de censura no serviço de internet fornecido para a cobertura de mídia dos Jogos Olímpicos de Pequim, segundo o responsável pelas relações com a imprensa, Kevan Gosper.
A China, que havia prometido à mídia a mesma liberdade de que dispôs no jogos anteriores, criou reguladores mais flexíveis e afrouxou suas medidas de segurança contra a imprensa estrangeira em janeiro do ano passado.
Apesar desses novos reguladores, que deverão ser extintos em outubro, a mídia estrangeira na China tem reclamado de contínuos aborrecimentos. A ONG norte-americana Human Rights Watch divulgou recentemente relatório afirmando que a situação na China não está tão pacífica quanto o país anuncia.
Tentativas de usar o acesso à internet do Centro de Imprensa para abrir o site Amnesty International (anistia internacional), que publicou na segunda-feira (28/07) artigo criticando a China por não cumprir seus deveres em relação aos direitos humanos nos jogos olímpicos, foram em vão.
Gosper afirmou que o IOC iria averiguar se existia algo interferindo no trabalho dos repórteres que cobrem o evento.
O Ministro de Relações Exteriores da China, Liu Jianchao, disse que a imprensa devia ter acesso livre à Internet, mas que sites relacionados ao movimento religioso Falun Gong serão bloqueados.
Jianchao sugeriu que a dificuldade para acessar alguns sites é culpa de problemas dos próprios endereços.