MOSCOU - Durante a União Soviética, os russos pediam a seus amigos americanos que lhes trouxessem calças jeans, álbuns de música e outras mercadorias que não podiam comprar em seu país. Hoje, o item de desejo dessa população é o iPhone.
O novo celular da Apple, que já começou a ser vendido no dia 11 de julho em 22 países e chegará ao mercado de outros 70 até o final do ano, não tem previsão de quando estará oficialmente disponível na China e na Rússia. O modelo anterior, entretanto, já é distribuído em ambas as nações.
Nesses dois países, os usuários do telefone, que geralmente usam uma versão desbloqueada do aparelho, ganham status.
Moscou e Pequim tornaram-se paraísos para os comerciantes de iPhone. Sites russos ofereciam o iPhone 3G por 1, 200 dólares, o equivalente a seis vezes o preço cobrado nos Estados Unidos.
“Eles são trazidos em malas”, disse Eldar Murtazin, do Mobile Research Group de Moscou.
Murtazin estima que 400 mil celulares da Apple chegaram à Rússia desde que o primeiro modelo foi lançado, em junho de 2007.
Sites de leilão chineses, como o taobao.com, ofereciam o iPhone 3G de 16GB por 1,370 dólares, no mesmo dia da estréia do modelo.
A Apple não quis comentar sobre a venda do celular nesses países, embora o CEO da empresa, Steve Jobs, tenha dito recentemente que espera assinar contratos com operadoras russas e chinesas ainda em 2008.