SÃO PAULO - O projeto de lei que cria novas regras para controlar a internet deve criar novos mercados para TI, se for transformado em lei.
Já aprovado no Senado, o projeto que segue para análise da Câmara dos Deputados, prevê que provedores, empresas privadas e públicas e administradores de rede armazenem logs de acesso de conexão e desconexão de seus usuários por ao menos três anos.
O texto também determina que os responsáveis por administrar redes e carteira de clientes de internet passam a ter o dever de repassar à Justiça e à polícia denúncias de crimes online.
Companhias de armazenamento de dados e de ferramentas de bancos de dados e monitoração de conteúdo esperam faturar mais vendendo serviços para provedores e empresas que possuem redes corporativas.
A própria Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Internet), que é contra a aprovação do projeto nos termos atuais, acredita que as exigências legais vão gerar um custo adicional de R$ 13 milhões a R$ 15 milhões, por ano, a seus associados.
Além disso, há novos serviços que deverão ser contratados pelas empresas públicas e privadas que possuem rede corporativa.