DETROIT – Estações de análise do clima estão ajudando agricultores de Michigan a melhorarem a produtividade de suas plantações.
Para Abby Jacobson, por exemplo, as informações obtidas ajudaram-na a decidir que deixaria de usar quatro caros sprays químicos durante a primavera, e a mudança foi um sucesso.
“As estações são realmente positivas para nossa indústria”, ela afirmou.
Técnicos instalaram a estação no seu pomar em março e ela então mede a velocidade e a direção do vento, temperatura do ar, umidade, nível de precipitação, radiação solar, umidade das folhas e umidade e temperatura do solo em duas diferentes profundidades.
Um modem conecta a estação a uma rede de banda larga wireless que envia as informações a cada cinco minutos para os softwares do programa Enviro-weather da universidade.
Esses softwares, por sua vez, interpretam as informações e sugerem aos agricultores quais as melhores épocas para plantar, usar fertilizantes, herbicidas e inseticidas, irrigar e colher. As informações ficam disponíveis gratuitamente para os fazendeiros que acessarem o site do Enviro-weather.
A Universidade Estadual de Washington gerencia sua própria rede com 109 estações, enquanto sistemas menores têm sido usados na Flórida, na Geórgia, na Pensilvânia e em Utah.
“Agricultores familiarizados com tecnologia estão ávidos pela ajuda que as estações oferecem a eles”, disse Robert Krebs, gerente operacional do sistema AgWeatherNet.
Segundo Krebs, agricultores que cultivam uvas ou árvores frutíferas acham os dados particularmente úteis para decidirem quando é a melhor hora para deixar de usar produtos químicos. “Um spray que você deixa de usar já paga a estação”, ele explicou.
O Enviro-weather funciona com capital privado e público. Os agricultores ou as associações de agricultores pagam pelas estações, que custam dez mil dólares cada e duram aproximadamente três anos.
Até o final de 2008, cinco novas estações serão instaladas no sul de Michigan para testarem as condições de cultivo de grama para produzir biocombustível.