LONDRES - A EMI recomendou a seus acionistas que comecem a vender ações ao grupo de capital privado Terra Firma.
A decisão ocorre depois que a antiga rival Warner Music Group, que vinha tentando adquirir a gravadora, terminou decidindo não apresentar uma contraproposta.
Em maio, a EMI recomendou aos acionistas que aceitassem a oferta de aquisição de 2,4 bilhões de libras (4,9 bilhões de dólares) apresentado pelo grupo de capital privado comandado por Guy Hands, mas os investidores estavam esperando para ver se a Warner elevaria sua oferta.
O Takeover Panel, que fiscaliza fusões e aquisições no Reino Unido, estipulou um prazo até quinta-feira para que a Warner e outro interessado, Jim Fifield, declarassem suas intenções.
Fifield anunciou na quarta-feira que havia retirado seu interesse devido à falta de prazo. Ele afirmou que estava trabalhando com uma equipe de gestão formada por antigos executivos da EMI e que qualquer oferta que viessem apresentar seria em dinheiro e com ágio significativo em relação à da Terra Firma.
O preço das ações da EMI se manteve acima dos 265 pence por ação oferecidos pela Terra Firma, o que implica que o mercado esperava uma contraproposta, mas nas últimas semanas ele começou a cair. No pregão da manhã, ele caiu em cinco pence, ou 1,9 por cento, para 262 pence, com volume de transações de quase 21 milhões de ações, ante a média de 13,7 milhões dos últimos 30 dias.
Os preços das ações da Warner caíram em mais de 20 por cento desde que a Terra Firma anunciou sua oferta, no final de maio. O comunicado da empresa de que ela não renovaria sua oferta pela EMI foi divulgado na noite de terça-feira, depois do fechamento dos mercados nos Estados Unidos.
Qualquer oferta da Warner teria de enfrentar obstáculos regulatórios, já que uma transação semelhante no setor de música está sob observação pela Comissão Européia, e os analistas dizem que uma contraproposta requereria elevar a 300 pence por ação o valor da oferta, em um mercado de queda do mercado de música.
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