SUN VALLEY - O Google criticou o conglomerado Viacom, que o está processando em US$ 1 bilhão por "violações maciças de direitos autorais" em sua subsidiária de vídeo YouTube.
Eric Schmidt, presidente-executivo do Google, em conversa com jornalistas durante conferência anual de líderes empresariais promovida pela Allen & Co., disse que os litígios judiciais eram a fundação da empresa (Viacom) que controla a MTV Networks, o estúdio de cinema Paramount e a produtora de videogames Harmonix.
"A Viacom é uma empresa construída com base em processos judiciais, vejam a história deles", disse Schmidt na manhã da sexta-feira.
"Vejam quem eles contrataram como presidente-executivo, Philippe Dauman, que foi assessor jurídico do grupo por 20 anos", acrescentou.
A Viacom exigiu que o YouTube remova milhares de vídeos contendo trechos de seus populares programas, como The Daily Show with Jon Stewart, the Colbert Report e South Park.
As duas partes não chegaram a acordo e as audiências sobre o caso começarão este mês.
Schmidt fez uma alusão ao notório processo antitruste de 2,4 bilhões de dólares que a Viacom moveu contra a Time Warner em 1989.
O processo alegava que o serviço de TV a cabo HBO, da Time Warner, estava tentando tirar o serviço rival da Viacom, o Showtime, do mercado, por meio da intimidação de operadoras de cabo e estúdios de Hollywood a fim de que dessem tratamento preferencial à HBO.
A questão terminou resolvida por acordo extrajudicial em 1992. Como parte do acordo, a Time Warner pagou 75 milhões de dólares e concordou em adquirir um sistema de cabo controlado pela Viacom por preço acima do mercado, e também concordou em distribuir o Showtime de maneira mais ampla em seu sistema.
Schmidt disse também que o ganho de popularidade de sites de redes sociais como o MySpace, da News Corp., e o Facebook seria positivo para o Google.
O faturamento do Google deriva da venda de publicidade vinculada a buscas, e portanto, do catálogo de documentos do grupo, o índice. Mas sites como o Facebook impedem a indexação.
Schmidt disse que redes sociais fechadas seriam uma fase "passageira" e que essas empresas terminariam por ver o valor das fronteiras abertas.
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