SÃO PAULO – O governo da Índia anunciou que não vai apoiar o projeto da OLPC de popularizar o acesso à internet e à informática ao levar laptops baratos até crianças de países emergentes.
Nesta quarta-feira (26), o secretário da Educação da Índia, Sudeep Banerjee, classificou o projeto de Negroponte como “pedagogicamente suspeito” e “não suficientemente maduro” para receber o apoio da Índia.
Banerjee argumentou que seu país preocupa-se em formar professores e construir escolas, ações que considera mais urgentes que comprar “ferramentas engraçadinhas”.
A decisão indiana é um revés importante para a OLPC, que perde o apoio de um dos maiores mercados produtor e consumidor de tecnologia no mundo.
Além disso, o sucesso do projeto baseia-se na produção em larga escala do laptop para que o custo individual dos computadores caia e chegue aos US$ 100 que dão nome ao projeto.
O secretário indiano justificou ainda a decisão de seu país argumentando que o projeto não tem o apoio de países importantes e é contestado mesmo dentro dos Estados Unidos, onde foi idealizado.
O programa conta com o apoio dos governos da China, Brasil, Egito, Nigéria, Tailândia e Argentina. Corporações como AMD, Google, Nortel e Red Hat também apóiam a idéia.
A decisão do governo indiano, que de acordo com a OLPC havia manifestado interesse no projeto anteriormente, é o segundo revés que a OLPC sofre em dois dias.
Na terça-feira (25), a AMD divulgou que não desenvolverá novas versões do chip Geode, usado no computador portátil defendido por Nicholas Negroponte.