XANGAI (Reuters) - A Motorola, segunda maior fabricante mundial de celulares, quer conquistar um quarto do mercado chinês no curto prazo, enquanto dá os últimos retoques em uma rede nacional de vendas, disse um executivo na quinta-feira.
A empresa norte-americana tem cerca de 30 mil revendedores de celulares na China, o triplo de 18 meses atrás, disse em entrevista Michael Tatelman, gerente-geral da divisão de celulares da Motorola no norte da Ásia.
Sua atual parcela do mercado --onde cerca de 100 milhões de aparelhos são vendidos por ano-- cresce rapidamente junto com a construção da rede de varejo. Era de apenas 11 por cento no começo de 2005, e chegou a 21 por cento em maio, segundo dados do setor.
"Com base no que temos hoje, poderíamos conseguir uma parcela de 25 por cento na China em um futuro não muito distante", disse Tatelman à Reuters, no momento em que a empresa inaugura loja própria em Xangai, sua primeira na China.
Segundo ele, a empresa acaba de abrir 50 lojas que levam sua marca na China, como parte de uma nova estratégia de varejo, que também inclui mais três lojas próprias --em Pequim, Chengdu e Cantão-- até o final do ano.
As lojas próprias servem como vitrines para toda a linha de produtos e para a exibição de novidades aos consumidores. O executivo disse que a Motorola pretende ter quase dez lojas próprias e cerca de 300 com a sua marca no país até o final de 2007.
As lojas próprias são uma estratégia da Motorola iniciada na China --onde há 300 milhões de usuários de celulares-- e já exportada para países como Camboja, Rússia e Indonésia.
Mas alguns mercados, como o dos Estados Unidos, são menos adequados para esse tipo de loja, pois a maioria dos aparelhos é vendida por telefone, segundo Jeremy Dale, vice-presidente de varejo e marketing da Motorola.
"Há lugares na Europa mais próximos do modelo da China, e lugares mais próximos do modelo norte-americano", disse Dale à Reuters por telefone. "Nos mercados puxados pelo varejo --e a China é provavelmente o maior do mundo-- estamos abrindo lojas da Motorola para nos garantir presença."
Da mesma forma, a Nokia, líder mundial do setor e principal concorrente da Motorola, planeja abrir 18 lojas no mundo nos próximos dois anos, sendo duas nos EUA.
A companhia finlandesa disse em junho que vai abrir sua primeira loja própria nos EUA em Chicago, perto da sede da Motorola, para aumentar o conhecimento da sua marca.
A Nokia continua sendo a líder no mercado chinês, com 28,4 por cento em abril, segundo a empresa Sino-MR. As duas gigantes globais dominam o mercado, depois de uma agressiva campanha para roubar terreno de concorrentes locais, como Ningbo Bird e TLC Communication, que apesar dos fortes lucros lutam para permanecer no páreo no último ano e meio.