SÓFIA (Reuters) - O Google alertou na terça-feira que não hesitará em abrir processos nos Estados Unidos, se provedores de internet rápida do país abusarem do poder de mercado que podem receber de parlamentares do país.
A Comissão de Comércio do Senado dos EUA aprovou na semana passada uma ampla reforma na legislação de comunicações que pode tornar mais simples para companhias telefônicas, como a AT&T, oferecerem serviços de TV por assinatura.
A empresa rejeita ainda tentativas de alguns congressistas de aumentar salvaguardas sobre o serviço de internet, colocando provedores de banda larga como a AT&T contra empresas de conteúdo como o Google.
A batalha é centralizada sobre se os provedores de acesso rápido à web podem cobrar mais para transportar conteúdo não produzido por suas operações ou para garantir qualidade de serviço, uma questão chamada de "neutralidade de rede" nos EUA.
"Se não formos bem-sucedidos em nossos argumentos... então simplesmente teremos que esperar até que algo ruim aconteça e, então, apresentaremos nosso caso à divisão de defesa da concorrência do Departamento de Justiça", disse o vice-presidente do Google e um dos pioneiros da Internet, Vint Cerf, em conferência na Bulgária.
Cerf visita a Bulgária a convite do presidente Georgi Parvanov para discutir maneiras de ampliar os negócios com tecnologia da informação e acesso à Internet no país.
"Minha companhia, assim como muitas outras, acredita que a Internet deve ficar aberta e acessível igualmente a todos", disse Cerf.
"Estamos preocupados com a possibilidade de interferência de alguns fornecedores de banda larga nesse princípio e que eles tentem usar esse controle sobre os meios de transporte de banda larga para interferir nos serviços de competidores."
Apesar do forte lobby das companhias telefônicas, as perspectivas de aprovação do projeto de lei este ano continuam incertas. O Congresso tem cada vez menos dias de trabalho por causa das eleições marcadas para novembro.
Se a medida for aprovada no Senado, terá de ser ajustada com uma legislação já aprovada pela Câmara.