SÃO PAULO – Quando poderemos comprar uma Coca-Cola usando apenas o celular? Se depender dos bancos, isso ainda deve demorar no Brasil.
Isso porque não há definição na padronização da infra-estrutura tecnológica e de um modelo de negócio para os micropagamentos. Isso ocorre em parte pela diversidade de modelos de celulares e pela dificuldade de criar uma aplicação universal, mas também por ainda ser muito alto o custo da transação realizada por dispositivos móveis.
"O pagamento pelo celular não decolou. Tudo depende de boa vontade e de um grande acordo entre operadoras, empresas de cartão de crédito e bancos", afirmou Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor de tecnologia da Febraban, durante a abertura do evento Internet Móvel da INFO que acontece nesta segunda-feira (16).
Por enquanto, os clientes devem se contentar com o mobile banking basicamente para fazer consultas e algumas transações. O Banco do Brasil, por exemplo, tem quase 600 mil clientes com celulares cadastrados. "Mas do total de acessos ao banco pelo celular, apenas 5% são de transferências ou pagamentos. O restante são consultas", diz Glória Guimarães, diretora de tecnologia do BB.
Desde maio, o banco está operando o home broker pelo celular – compra e venda de ações - e já foram realizadas 6,8 mil transações. O BB também possui um piloto de pagamento por celular via SMS, voltado para produtos de entrega rápida, como pizzas e lanches. Mas por depender da rede das operadoras, o banco criou uma confirmação via web caso o SMS não chegue ao destino.
No Itaú, apenas clientes de alto valor têm acesso aos novos produtos desenvolvidos para celulares que possuem suporte a 3G HSDPA. “Pelo telefone, o cliente consegue obter informações detalhadas das ações pode meio de gráficos, além de assistir a filmes de analistas dando dicas de investimento”, afirma Luís Antonio Rodrigues, diretor de sistemas de canais eletrônicos do Itaú.
Segundo o executivo, a base de usuários de mobile banking do Itaú ainda é pequena. Mas, desde 1999, quando foi criado o primeiro portal WAP do banco, o número de clientes que aderem à plataforma cresce a taxas de 20% ao ano.
Para a criação e consolidação de novos serviços, o diretor de tecnologia da Febraban defende que a padronização do celular como canal deve seguir os passos do que foi feito no início da web. "A internet só decolou quando houve uma padronização com o http e a web gráfica", diz Corrêa da Fonseca.

<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Banco no celular ainda se limita a consultas</a>, Bruno Ferrari, da INFO - SÃO PAULO – Quando poderemos comprar uma Coca-Cola usando apenas o celular? Se depender dos bancos, isso ainda deve demorar no Brasil.
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