SÃO PAULO – O caminho aberto pelo iPhone da Apple é irreversível e será visto na maioria dos novos telefones celulares nos próximos anos.
A interface extremamente fácil em tela touchscreen, a recepção de TV digital e aplicações baseadas em GPS são recursos que os fabricantes já oferecem em nichos de mercado, porém a tendência é juntar tudo em um aparelho só, conforme aumenta a demanda e a escala de fabricação.
“A facilidade de navegação e a TV sem custo são tendências irreversíveis”, diz José Roberto Campos, vice-presidente da Samsung no Brasil. Além dele, os executivos da HTC, Nokia, SonyEricsson e Motorola expuseram suas visões sobre o futuro do produto telefone celular no Seminário Internet Móvel, realizado pela revista INFO no Blue Tree Towers Morumbi.
Para Gustavo Jaramillo, diretor de produtos e serviços da Nokia no Brasil, já foi o tempo que o usuário podia esquecer o telefone em casa, de tão útil que é hoje em dia. “A questão é ele fazer algo relevante com tudo isso, senão o celular vira canivete suíço.”
Silvio Stagni, vice-presidente da SonyEricsson no Brasil, a queda de preços dos cartões de memória é um impulso a mais para o que ele considera o grande fator para o usuários trocar seu aparelho: “A câmera digital é o grande driver da mudança de consumo”, diz Stagni.
A tela touchscreen será comum em seis meses, afirma Sergio Buniac, vice-presidente de dispositivos móveis da Motorola Brasil. “No meio do ano que vem, o iPhone será um entre 50 telefones com as mesmas características”, diz Buniac.
Por sua vez, César Keller, presidente da HTC no Brasil, aposta na combinação touchscreen mais teclado. “Essa é uma experiência que permite usar um novo nível de aplicação móvel.”

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