Ninguém sabe o jeito certo de fazer publicidade pelo celular, mas Abel Reis, presidente da AgênciaClick, aposta que o caminho são as redes sociais.
O executivo foi um dos debatedores do painel A publicidade em 3G, durante o seminário INFO Internet Móvel.
"No celular, a propaganda tem de ser muito útil, precisa ser um serviço. O melhor lugar para isso é um ambiente que ligue as pessoas, conheça a fundo seus interesses", afirma o executivo.
Abel dá um exemplo de aplicação, usando esse conceito e um sistema de localização: "Com um GPS no telefone móvel, daria para avisar ao usuário que, no mesmo ambiente, há pessoas com interesses profissionais parecidos com os seus. Aí os anunciantes entram de alguma forma, oferecendo um serviço".
O problema, segundo ele, é achar a linguagem correta de fazer essa comunicação. Principalmente porque, em redes sociais, os usuários costumam ser intolerantes a anúncios. "Não dá para colocar um banner lá e achar que vai resolver."
Onde entra o 3G?
Mesmo com a chegada da rede celular de terceira geração, a principal questão da propaganda no celular continua sendo qual é o formato ideal. Segundo Enor Paiano, diretor de publicidade no UOL, a internet mais rápida é só um gargalo a menos.
"A internet no Brasil tem 12 anos e, mesmo com velocidades cada vez mais altas, ainda não existe padrão nenhum de publicidade. Não é o 3G que vai mudar esse cenário no celular", afirma.
Ann Williams, CEO da Okto, concorda com isso, mas vê o 3G como uma grande oportunidade. "Foi na transição do acesso discado para a banda larga que começaram a surgir conteúdos mais interessantes", diz. Para ela, com o mercado mais maduro, hoje talvez seja mais fácil encontrar o modelo ideal para o celular.

<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Publicidade no celular é pelas redes sociais</a>, Marco Aurélio Zanni, da INFO - Ninguém sabe o jeito certo de fazer publicidade pelo celular, mas Abel Reis, presidente da AgênciaClick, aposta que o caminho são as redes sociais.
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