SÃO PAULO – Para consultor, radar perde no quesito imagem, mas agrega mais detalhes e informações.
O software de imagens em tempo real fornecidas pelos satélites podem ter alta resolução, chegando até a 50 centímetros, como é o caso do Quick Bird da americana Digital Globe.
Mas o governo brasileiro opta, na maioria dos casos, por satélites de pesquisa que fornecem imagens gratuitas e cujas resoluções são bem menores, diz Erico Pagotto consultor e ecólogo da Imagem, empresa de soluções de inteligência geográfica na América Latina.
De acordo com Pagotto, devido à localização onde há grande umidade, a região amazônica está normalmente coberta por nuvens, o que pode prejudicar a visualização da área.
Para driblar esse entrave, o consultor aponta como alternativa a utilização de radares. “Ao contrário do satélite normal, o radar segue o mesmo principio físico do ultrasom. Ele recolhe o pulso da região que é transformado em imagens de menor resolução, mas com mais detalhes técnicos e que podem ser interpretadas por um especialista.”
Na opinião de Pagotto, o chamado arco de desmatamento poderia ser monitorado com mais precisão e de maneira regular utilizando imagens de satélites privados. “Hoje, o que vemos é que o governo realiza apenas compras esporádicas de imagens por considerar o custo muito alto.”
Hoje os dois sistemas usados no Brasil são o Deter e o Prodes. O segundo é mais eficaz, segundo o consultor, pois calcula com mais precisão a área total de desmatamento. De acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) o sistema Deter é "eficiente" e a proporção de alertas não confirmados como desmatamento é menor do que 6%.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Radar é alternativa para monitorar Amazônia</a>, Claudia Rondon, do Plantão INFO - SÃO PAULO – Para consultor, radar perde no quesito imagem, mas agrega mais detalhes e informações.
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