SÃO FRANCISCO - A Intel investe pesado em WiMax para convencer o mundo das redes a migrar para essa tecnologia em alguns anos.
"A Intel está liderando a carga", disse Arvind Sodhani, presidente da Intel Capital, a divisão de investimentos do grupo, em entrevista. "Estamos construindo o ecossistema WiMax em todo o mundo."
No mês passado, a Intel revelou um investimento de um bilhão de dólares na Clearwire, um provedor de acesso sem fio de banda larga à Internet no qual a empresa já havia investido 600 milhões de dólares anteriormente.
A Sprint Nextel e as operadoras de cabos norte-americanas também estão investindo no projeto Clearwire, orçado em 14,5 bilhões de dólares, de construção de uma rede WiMax.
A Intel está otimista quanto à tecnologia WiMax, que ainda não foi muito testada em uso prático, porque ela é bem mais rápida do que as conexões tradicionais de Internet e pode cobrir cidades inteiras, o que promete atender à crescente demanda dos consumidores por velocidade e conectividade, segundo Sodhani.
"A WiMax oferecerá a primeira das conexões sem fio de banda larga à velocidade que os consumidores hoje desejam", disse Sodhani.
Ele afirmou, além disso, que espera que a WiMax desfrute de crescimento semelhante ao obtido pelos celulares em economias emergentes, que carecem de infra-estrutura de telecomunicações tradicional. Em países como a Índia, ele afirmou, surgem entre cinco milhões e 10 milhões de novos assinantes de telefonia móvel a cada mês.
Sodhani espera que a WiMax entre em uso mais amplo nos próximos dois ou três, com a montagem dos diferentes componentes da rede.
A Intel investiu "bilhões de dólares", em todo o mundo, em diversas empresas que no momento estão produzindo os diferentes componentes, tais como estações-base e chipsets.
"Queremos investir na instalação de WiMax em todos os grandes países do mundo", disse ele.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Intel acentua investimentos em WiMax</a>, Reuters - SÃO FRANCISCO - A Intel investe pesado em WiMax para convencer o mundo das redes a migrar para essa tecnologia em alguns anos.
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