SÃO PAULO – Avatare e Ilha Brasil, duas das empresas nacionais que atuam no Second Life, dão dicas para montar uma ilha virtual de sucesso.
A empresa paulista Avatare é dona das ilhas SP Jardins, SP Alphaville e SP Itaim, enquanto a carioca Ilha Brasil foi a criadora da primeira ilha brasileira no Second Life. As duas são empresas que nasceram para atuar no ambiente virtual. Elas contaram suas experiências no seminário O Ambiente de Negócios no Second Life, realizado hoje pela INFO.
Uma ilha custa 1600 dólares, e mais 300 dólares por mês. “Mas não basta adquirir a ilha. É preciso ter um bom plano definindo o que fazer nela”, diz Frederico Minhoto, diretor de marketing da Avatare. Minhoto observa que algumas ilhas têm conteúdo sofisticado e, apesar disso, têm muito pouco tráfego. Outras, mesmo sendo menos elaboradas, atraem muitos residentes.
Para ele, um item chave para que uma ilha tenha sucesso é o dinamismo do conteúdo. “Se o visitante encontra as mesmas coisas todos os dias, ele não tem razões para voltar”, diz. Sua recomendação é que qualquer espaço criado no Second Life tenha conteúdo renovado o tempo todo. “A ilha deve ser como um portal da internet, com atualizações constantes”, afirma ele.
Rogério Gomes, CEO da Ilha Brasil, cita o exemplo da ação do canal de TV GNT durante a São Paulo Fashion Week. No espaço virtual da GNT foi feita a escolha da top model virtual. Esse concurso gerou muito tráfego. “Também houve distribuição de brindes, o que ajudou a atrair residentes”, diz ele. A ilha Brasil recebe 120 mil visitantes por dia, o maior tráfego entre as ilhas brasileiras no Second Life.
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