Taxa de pirataria cai na América Latina, mas prejuízo aumenta
CIDADE DO MÉXICO - A quantidade de softwares ilegais comprados na América Latina diminuiu levemente no ano passado.
Mas as perdas financeiras geradas pela pirataria aumentaram, de acordo com um estudo do setor.
A taxa de software ilegal sobre o total de programas na América Latina caiu para 66 por cento em 2006, ante 68 por cento no ano anterior, de acordo com o quarto estudo anual da empresa norte-americana Business Software Alliance (BSA).
"As perdas percentuais foram menores, mas as de mercados (foram) muito maiores", disse o estudo da BSA, que agrupa as principais empresas de desenvolvimento de software, como Microsoft, Adobe e Apple, entre outras.
As maiores perdas acontecem porque, mesmo com a taxa de ilegalidade menor, o mercado pirata é ainda maior. Além disso, há a questão da compra de softwares caros, adquiridos por preços muito baixos nas mãos de vendedores informais.
As perdas econômicas para a indústria na região subiram a 3,125 bilhões de dólares ano passado, ante 2,026 bilhões de dólares em 2005, segundo o estudo.
O Brasil foi o principal gerador de perdas econômicas na região ano passado, com 1,148 bilhão de dólares, seguido pelo México (748 milhões), Venezuela (307 milhões) e Argentina (303 milhões)
No Brasil, a taxa de pirataria caiu de 64 por cento para 60 por cento, enquanto a Argentina baixou o índice de 77 por cento para 75 por cento.
O percentual de pirataria na América Latina foi o segundo maior do mundo, atrás apenas dos 68 por cento da região central e oriental da Europa, disse a pesquisa.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Uso de software não genuíno recua na AL</a>, Reuters - Taxa de pirataria cai na América Latina, mas prejuízo aumenta
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