LAS VEGAS - Executivos de mídia adotaram um tom combativo contra empresas da internet em debate sobre internet.
A idéia geral sugere que a mídia tradicional considera cada vez mais que novos distribuidores de conteúdo são mais inimigos que aliados do setor.
Em um debate durante o 56a conferência anual da National Cable & Telecommunications Association dos Estados Unidos, executivos disseram que as sugestões sobre o fim da mídia tradicional diante da chegada da era digital são exageradas.
E enquanto novas tecnologias de distribuição como a Internet e celulares tiram audiências da televisão, companhias de mídia argumentam que a Web também representa uma nova fonte de receitas.
Porém, a discussão rapidamente assumiu um tom de crítica contra a percepção de que a mídia tradicional está morta e sobre a grande quantidade de processos por violação de direitos autorais que são gerados por causa de novas tecnologias digitais.
"Os Googles do mundo são o 'Custer' do mundo moderno. Nós somos a nação Sioux", afirmou o presidente-executivo do conglomerado Time Warner, Richard Parsons, referindo-se ao general da Guerra Civil dos EUA George Custer, que foi derrotado por indígenas do país no século 19.
"Eles (empresas de Internet) perderão essa guerra se forem à guerra", acrescentou o executivo. "A noção de que novos grupos estão ganhando é falsa."
O executivo da Time Warner participou das discussões sobre proteção de direito autoral com representantes do Google e da Viacom, que processou a gigante da Internet por exibição de conteúdos protegidos no site de vídeos YouTube.
A Viacom, dona da rede de canais de música MTV e da Comedy Central, pede mais de 1 bilhão de dólares em reparação de danos causados à empresa em seu processo contra o YouTube. A companhia acusa o site de "violação maciça e intencional de direitos autorais".
O presidente-executivo da Viacom, Philippe Dauman, disse no debate que sua companhia discutiu trabalhar com o Google e com o YouTube antes que outras fizessem isso por causa de sua popularidade na Web entre jovens. Dauman afirmou que a Viacom ficou com poucas opções depois que as discussões não chegaram a um acordo.
O Google, que progride na aplicação de sua tecnologia de publicidade vinculada a buscas junto à indústria da televisão, rádio e mídia impressa, tem preocupado companhias de mídia tradicionais. A empresa detém uma participação de cinco por cento na unidade online da Time Warner, a AOL.
"Estamos em um mundo em que nós somos parceiros de todos e também estamos lutando contra todos", disse o vice-presidente de operações da News Corp., Peter Chernin, durante o debate.
Apesar da atenção dos investidores, da indústria da mídia e da imprensa, executivos afirmaram que o percentual de receitas geradas por negócios digitais continua pequeno e por isso é insensato pensar em destruição de suas atuais operações lucrativas.
"A quantidade de dinheiro que conseguimos das empresas de Internet são uma fração do que obtemos da indústria de TV a cabo", disse Chernin.
A News Corp. está em uma posição de aprender como os inimigos de hoje podem se tornar os amigos de amanhã.
Uma fonte próxima das empresas, afirmou que a Fox Interactive Media, unidade da News Corp que administra o popular side de redes sociais MySpace, fechou um acordo preliminar para comprar o site de compartilhamento de fotos Photobucket por cerca de 250 milhões de dólares.
O MySpace bloqueou no mês passado tráfego de dados vindo do Photobucket depois que o serviço de imagens começou a publicar anúncios em fotos exibidas nas páginas do MySpace.
"Vocês verão mais aquisições", disse Chernin. "Estamos em um mundo em que o grande ficará maior. Vocês verão cada vez mais consolidação."
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Mídia tradicional adota tom duro contra web</a>, Reuters - LAS VEGAS - Executivos de mídia adotaram um tom combativo contra empresas da internet em debate sobre internet.
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