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Europa se une contra biblioteca do Google
Segunda-feira, 02 de maio de 2005 - 12h27
SÃO PAULO - A França recebeu na semana passada o apoio formal da Alemanha, Espanha, Hungria, Itália e Polônia na sua iniciativa de montar uma biblioteca virtual com livros europeus. A idéia é uma resposta para o projeto Google Print, e conta ainda com o apoio da Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Grécia, Holanda, Lituânia, Luxemburgo, Republica Tcheca e Suécia.
Em dezembro do ano passado, o Google anunciou sua intenção de digitalizar cerca de 15 milhões de livros em inglês em dez anos. A grande biblioteca virtual teria acesso livre e contaria com um mecanismo de busca. O projeto, batizado de Google Print, conta com o apoio das bibliotecas das universidades de Harvard, Stanford, Michigan, Oxford (Inglaterra) e da biblioteca pública de Nova York.
O presidente da biblioteca nacional francesa, Jean-Noel Jeanneney, teria descrito o Google Print como “a confirmação do risco da dominação americana na definição de como as futuras gerações conceberão o mundo”. Seu temor é que a literatura, história e filosofia européias acabem sendo “reinterpretadas” através de um olhar americano.
Para remediar o fato, Jeanneney sugeriu a criação de uma iniciativa européia que garanta a presença dos vários idiomas do continente e com as obras consideradas importantes pelos países. Dezenove grandes bibliotecas européias já se prontificaram a participar. O presidente francês, Jacques Chirac, também comprou a idéia e pretende discutir o assunto durante a reunião dos ministros da cultura dos países da União Européia que acontece nesta semana em Paris.
Segundo o Google, os temores são infundados, e o site inclusive gostaria de expandir o projeto para quantas línguas for possível.
Carlos Chernij, do Plantão INFO
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