SÃO PAULO - Acusado de liderar crimes fiscais e fraudes no mercado de ações, o principal executivo da Samsung renunciou.
Lee Kun-hee, 66, foi publicamente acusado por promotores sul-coreanos de coordenar um esquema para aumentar a própria remuneração e fazer sua companhia pagar menos impostos.
A promotoria denunciou ainda outros seis altos executivos da Samsung e disse que só não pediria a prisão deles em função do impacto negativo que isto poderia ter sobre a economia local.
Sozinha, a Samsung responde por um quinto das exportações do país asiático.
Esta semana, Lee apareceu ao vivo na TV local para se defender das acusações e anunciar que deixa seu posto. Segundo Lee, sua saída do cargo de chairman visa não gerar mais constrangimentos para a Samsung e permitir que ele seja investigado sem a proteção de ocupar o cargo executivo.
A promotoria coreana diz, em texto divulgado para a imprensa, que “a Samsung lidera os avanços econômicos e de globalização nos negócios da Coréia, mas revelou problemas estruturais” quando suas contas foram auditadas.
Agora, autoridades fiscais vão investigar não só os executivos apontados pela promotoria coreana como também subsidiárias da empresa.
As principais suspeitas recaem sobre subsidiárias que teriam feito operações fiscais e acionárias irregulares, prejudicando o fisco local e os acionistas da empresa em favor de executivos da controladora Samsung e até em favor de familiares dos executivos investigados.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Chairman da Samsung cai após escândalo</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Acusado de liderar crimes fiscais e fraudes no mercado de ações, o principal executivo da Samsung renunciou.
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