SÃO PAULO – O acesso a dados sigilosos em laptops da Casa Civil está no centro de crise política entre governo e oposição.
No início de março, informações sigilosas sobre gastos pessoais feitos com cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique e sua esposa, Ruth Cardoso, foram publicados na imprensa, abrindo uma crise política.
A oposição acusa o governo de elaborar um dossiê com dados que constrangem FHC para chantagear parlamentares de oposição, fazendo-os recuar nas tentativas de investigar gastos da atual presidência da República.
A oposição responsabiliza a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, pela elaboração do suposto dossiê.
A ministra, por sua vez, diz que de fato os dados sobre gastos de FHC foram compilados em uma planilha. Mas nega o uso político dos dados. Dilma argumenta que as planilhas faziam parte de um amplo banco de dados que serviria, entre outras coisas, para atender a eventuais pedidos de investigação do Tribunal de Contas da União ou mesmo de uma CPI dos cartões, que era cogitada desde o início do ano.
A Casa Civil pediu ajuda ao ITI (Instituto Nacional de Tecnologia) para investigar quem teve acesso a 5 notebooks usados pela Casa Civil para o transporte de dados sigilosos. O ministério quer descobrir quem vazou as informações estratégicas para a imprensa.
Dilma chegou a insinuar que seu ministério pode ter sido alvo de espionagem. Um funcionário da Pasta pode ter vazado as informações sobre a planilha a fim de gerar constrangimento político para o governo. “Podemos ser vítimas de um espião de crachá”, disse Dilma em entrevista coletiva.
Esta semana, a Polícia Federal avalia se apoiará as investigações do ITI para descobrir como as informações vazaram.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Casa Civil investiga furto de dados em laptop</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO – O acesso a dados sigilosos em laptops da Casa Civil está no centro de crise política entre governo e oposição.
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