MILÃO - A venda da Telecom Italia para a Telefónica frustrou os pequenos investidores da Europa.
A Telefónica, os bancos italianos Mediobanca e Intesa Sanpaolo, a seguradora Generali e a família Benetton comprarão a Olimpia, holding que detém 18 por cento da Telecom Italia .
A Pirelli venderá a empresa por 4,1 bilhões de euros (5,58 bilhões de dólares) e dívida. O acordo precifica as ações da Telecom Italia detidas pela Olimpia em 2,82 euros cada, um prêmio de cerca de 25 por cento sobre o fechamento de sexta-feira.
Às 9h12 (horário de Brasília), os papéis da Telecom Italia declinavam 1,57 por cento. Os da Pirelli tinham baixa de 0,75 por cento.
Já as ações da Telefónica operavam em leve alta, de 0,06 por cento.
"As ações estão caindo porque os acionistas minoritários perderam novamente e alguns estão saindo", disse um analista em Milão.
"Além disso, o acordo já era esperado e os papéis da Pirelli subiram mais de 3 por cento na sexta-feira."
O acordo põe fim a meses de tensões entre o governo italiano e a Pirelli, que perdeu mais de 3 bilhões de euros no investimento feito há seis anos.
Desde que, em 2001, a Pirelli assumiu a Telecom Italia ao comprar uma holding, os acionistas minoritários são deixados como meros espectadores.
PREVISÃO NADA POSITIVA
"Parece improvável que o novo consórcio sinta a necessidade de aumentar sua participação por enquanto... e nós consequentemente esperamos que as ações ordinárias (da Telecom Italia) continuem caindo, em linha com os fundamentos da empresa", disse o Goldman Sachs em nota.
A Pirelli vinha tentando por meses vender a Telecom Italia e embora o acordo remova um tanto de incerteza, a estratégia futura da empresa segue incerta.
"A especulação sobre o acordo acabou, mas agora ficamos pensando em como os novos acionistas irão administrar a empresa", afirmou Gianmaria Bergantino, administradora de fundos em Roma.
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