PORTO ALEGRE - O coordenador do Creative Commons no Brasil, Ronaldo Lemos, falou sobre o projeto e sobre web 2.0 em uma das palestras do fisl.
Ronaldo abordou a preocupação das grandes organizações de mídia com o crescimento do conteúdo criado pelos usuários nos sites web 2.0. "Elas ainda não sabem ao certo o que fazer, e estão experimentando modelos para tentar lidar com esse novo tipo de conteúdo", disse.
Segundo o pesquisador, atualmente os modelos de gerenciamento de conteúdo do usuário podem ser divididos em três. No primeiro, todo o conteúdo gerado pelo usuário é de propriedade dele.
No segundo modelo, o conteúdo criado pelo usuário é incorporado ao website, o que pode ocasionar uma perda de direitos. "Quem colabora com conteúdo para um projeto colaborativo deve ficar de olho no contrato de uso. Ou pode acabar sendo vítima dele e até mesmo perder os direitos sobre seu próprio conteúdo", alertou.
A terceira via é representada pela Creative Commons. "Usando uma licença Creative Commons, o site que recebe o conteúdo passa a ser apenas um canal. O contrato é estabelecido entre o usuário e a coletividade", afirmou Lemos, que citou a Wikipedia com um bom exemplo deste tipo de proposta.
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