ciência
Biólogo faz ‘arca’ para salvar anfíbios
Guilherme Pavarin, de INFO Online Segunda-feira, 02 de março de 2009 - 10h58Wikicommons |
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Ciclo da contaminação pelo fungo chytrid, em inglês |
SÃO PAULO – O novo Noé se chama Edgardo Griffith, um biólogo em missão no Panamá. O grande vilão é um fungo movido pela alteração climática, que vem dizimando a população de anfíbios na região.
Conhecido como chytrid (pronuncia-se KIH-trid), o fungo está avançando por riachos e montanhas e põe em risco de extinguir por completo algumas espécies de sapos, rãs, entre outros. A única solução cabível é capturar os animais selvagens e o colocarem em centros de reprodução isolados da peste, explicou o biólogo ao site do The Christian Science Monitor.
Griffith e seus companheiros de missão suspeitam que a praga tenha chegado ao Panamá por causa do aquecimento global. O fungo chegou à Costa Rica na década de 80 e marcha a uma taxa de cerca de 13 milhas por ano, em busca de temperaturas mais frias.
Para frear a praga, a Amphibians Ark, ou Arca dos Anfíbios, espera salvar cerca de 500 espécies, se conseguirem recursos e apoios necessários, o que vem sendo bem difícil, segundo os organizadores.
Comparados a aves, por exemplo, os anfíbios são espécies pouco estudadas, principalmente, em relação aos seus hábitos e necessidades, que permanecem como mistério aos estudiosos. A missão espinhosa dos cientistas é desenvolver vacinas de resistência ou outras armas de combate à proliferação do fungo.
Os cientistas tentam enviar algumas espécies para cativeiros americanos, mas nem todos são aceitos, por falta de espaço. Griffith, no entanto, parece confiar em uma resolução e no sucesso do resgate, apesar se salientar a preocupação com a volta das espécies. Diz ele que com o avanço do chytrid (Batrachochytrium dendrobatidis) há a ameaça deles não poderem retornar ao habitat natural.





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