TI
Falhas de teles exigem plano de contingência
Felipe Zmoginski, de INFO Online Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 - 16h42Wikimedia Commons |
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Para especialista, empresas não |
SÃO PAULO - O incêndio que afetou um dos data centers da Telefônica, na quarta-feira (25), deixou fora do ar por várias horas sites de grandes empresas como Pão de Açúcar, Kalunga e SBT.
Na opinião do especialista em planos de contingência Claudio Basso, gerente da consultoria Sion People Center, as falhas demonstram que tanto empresas de telecom quanto clientes de serviços de TI não dão a devida atenção a planos de emergência e, por isso, enfrentam períodos de indisponibilidade e acabam sofrendo prejuízos de imagem e nas operações do dia a dia.
“Não quero falar especificamente da empresa A ou B, mas o sentimento que eu tenho como profissional da área é que não há uma cultura no Brasil de planos de contingência. A maior parte das empresas prefere correr riscos a assumir os custos de ter um plano B para momentos de dificuldade”, afirma Basso.
Na opinião do especialista, empresas que mantêm serviços críticos online deveriam manter contratos com fornecedores alternativos, para o caso do fornecedor principal falhar. “Por mais que a telecom contratada prometa que vai te dar atendimento em poucas horas e diga que mantém planos de contingência, a atitude mais prudente é contar com um segundo fornecedor”, diz o gerente.
Basso afirma que todas as companhias que mantêm operação na web deveriam fazer um plano de emergência e medir a quais prejuízos estão expostos caso seu fornecedor falhe. “Não recomendo que as empresas saiam gastando dinheiro e contratando um backup de fornecedor. Mas acho que elas devem analisar com cuidado quais são suas atividades mais estratégicas e elaborar um plano para protegê-las”, diz o especialista.
Uma das sugestões de Basso é que as companhias mantenham um contrato menor com um segundo fornecedor, que possa lhes oferecer apenas os dados mais importantes caso o primeiro contratado falhe.
“Ano passado já tivemos um grave problema em São Paulo com serviços de banda larga. Agora, temos um novo episódio. Acho que isto demonstra que planos de contingência não são apenas um custo, mas um investimento estratégico”, afirma.
O especialista diz ainda que as entidades reguladoras deveriam fiscalizar as companhias de telefonia com maior rigor para evitar que serviços essenciais, como o acesso à internet, fiquem indisponíveis.





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