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Facebook volta atrás e não mudará termos
Guilherme Pavarin, de INFO Online Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 - 11h26Wikicommons |
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Mark Zuckerberg não quis confusão com os usuários e fez voltar os termos antigos |
SÃO PAULO – Submerso por reclamações de usuários do Facebook sobre a nova política de uso da rede, o CEO Mark Zuckerberg declarou que retornará aos termos e condições anteriores.
Na ‘nova’ política recém-abandonada, o Facebook sugeria que teria direito sobre os dados e informações colocados no site, mesmo depois que o usuário cancelasse a conta.
As tais regras entraram em vigor a partir de 4 de fevereiro, mas, sem um atalho fácil e sem divulgação, passaram despercebidas à maioria dos usuários, até que um site de defesa dos direitos do consumidor divulgou as alterações semana passada.
A mudança silenciosa do Facebook serviu apenas para causar mais barulho na rede. Depois de uma série numerosa de questões e comentários endereçados a Mark Zuckerberg, o dono do site resolveu retornar aos termos de uso antigos “enquanto resolve os problemas que as pessoas têm levantado”, segundo o comunicado que colocou no blog oficial da rede social nesta madrugada (18).
Zuckerberg disse que a modificação dos termos tinha o intuito de facilitar o entendimento dos usuários, já que as regras antigas –e que passam a valer novamente- possuem uma linguagem muito formal. Mas o efeito foi o contrário.
Mesmo com o fracasso de popularidade dos novos termos, o CEO, enquanto prepara uma nova versão do Facebook, quer ainda fazer uma grande revisão do que a rede é no mundo, principalmente, em relação ao modo “como as pessoas compartilham e controlam as suas informações”. Porém, quer realizar do modo mais claro possível, e isso levará tempo.
“Mais de 175 milhões de pessoas utilizam Facebook. Se fosse um país, seria o sexto país mais populoso do mundo. Nossas condições não são apenas um documento que protege os nossos direitos, é o documento que rege a forma como o serviço é utilizado por todos usuários em todo o mundo. Dada a sua importância, é preciso certificar que os termos refletem os princípios e valores das pessoas que usam o serviço”, escreveu Mark Zuckerberg.
Ele também convida os usuários da rede social para participar do novo processo de construção dos termos, comentando, pedindo e questionando, dentro de um grupo de discussão, o Facebook Bill of Rights and Responsibilities.
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