ciência
´Vida alienígena´ pode já estar entre nós
Guilherme Pavarin, de INFO Online Terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 - 17h38Wikicommons |
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Imagem de satélite do Lago Mono, na Califórnia, que possui altos níveis de arsênico e alimentam microorganismos ´estranhos´ |
SÃO PAULO – Antes de procurar em Marte, pesquisadores contemporâneos deveriam buscar as formas de vida estranha aos humanos aqui mesmo, na Terra.
A premissa é do professor Paul Davies, físico da Universidade do Estado de Arizona, que concedeu uma entrevista à BBC, durante um encontro entre especialistas e instituições de pesquisa pelo avanço da ciência, a AAS, em Chicago.
Chamada de shadow life, ou “vida sombra”, esta nova atividade biológica pode estar escondida em lagos contaminados por arsênico (um semi-metal) ou em outras situações adversas nas profundezas oceânicas, segundo Davies.
O físico sugere que esta forma estranha de vida poderia estar residindo entre nós de maneira que ainda não reconhecemos e, por isso, ele chama outros cientistas para realizarem uma legítima missão terrestre em busca de sinais de bioatividade em ambientes hostis. A vantagem da expedição, ainda segundo as palavras do cientista que se apresentou na AAS, seria o custo bastante baixo, se comparado com o que é gasto em viagens espaciais com o objetivo similar de buscar novos sinais de vida.
A prática do estudo se baseia na teoria de que a evolução da vida na Terra pode ter acontecido mais de uma vez. É o que o pesquisador pretende chamar de “segundo gênese” a cada descoberta daqui para frente.
Os habitantes destas novas formas de vida, sugere Paul Davies, têm bioquímica bem diferente da humana e de seu conhecimento. Elementos comuns a vida terrestre, como carbono, fósforo, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio poderiam ser substituídos por outra coisa. É aí que entra o exemplo do arsênio. Apesar de tóxico aos humanos, o elemento pode, com suas propriedades químicas, alimentar o organismo de um micróbio, por exemplo.
Paul Davies, aliás, já encontrou um lago fortemente contaminado na Califórnia, o Lago Mono, onde a sua abundância de arsênio permite que microorganismos obtenham energia a partir do elemento químico. Os micróbios não incorporam o arsênio, apenas cospem, mas só a capacidade deles “fumarem” o semi-metal já diz que uma nova forma de vida surgiu ou sofreu mutação.
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Angelo Valdir Lanza • 17/04/2011 - 17:26
Concordo com o Paul Davies, pois a riqueza de informações e descobertas possíveis, nos abismos dos oceanos, com certeza nos levariam a um novo e fantástico entendimento da própria vida! Infelizmente, nossos cientistas preferem procurar nanovidas em distâncias absurdas com gastos absurdos!! Como disse o próprio Albert Einstein: "Toda a nossa ciência, comparada com a realidade é primitiva e infantil, e no entanto é a coisa mais preciosa que temos" Angelo Valdir Lanza
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Rodrigo Melo • 17/02/2009 - 00:00
Concordo com Paul Davies, o fundo dos nossos oceanos podem nos dar muito mais respostas e ser muito mais útil que a exploração espacial. Se tivesse gasto em pesquisas sub oceânicas o mesmo que gastam com a corrida espacial, teríamos muito mais retorno à nossa qualidade de vida. E com uma grande vantagem, o mar está logo ali.
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Rodrigo Melo • 17/02/2009 - 00:00
Concordo com Paul Davies, o fundo dos nossos oceanos podem nos dar muito mais respostas e ser muito mais útil que a exploração espacial. Se tivesse gasto em pesquisas sub oceânicas o mesmo que gastam com a corrida espacial, teríamos muito mais retorno à nossa qualidade de vida. E com uma grande vantagem, o mar está logo ali.





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