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Notebooks ilegais invadem Brasil, diz estudo
Daniela Moreira, de INFO Online Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 - 17h28IBL |
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Marcas como Acer, Asus e Toshiba crescemo impulsionadas por importações ilegais, dis estudo |
SÃO PAULO - A venda de notebooks importados ilegalmente trouxe perdas de US$ 656 milhões para o Brasil em 2008, apenas em impostos sonegados, segundo o Instituto Brasil Legal (IBL).
Segundo a associação, marcas como Acer, Asus e Toshiba vêm crescendo no Brasil impulsionadas por importações ilegais, prejudicando a concorrência. Essas três marcas responderam sozinhas por US$ 291 milhões de perdas com sonegação no último ano.
Em 2008, 532 mil notebooks da Acer foram os mais vendidos no país, sendo que apenas 107 mil foram declarados, diz a pesquisa. Isso significa que apenas 20% dos equipamentos da marca chegam legalmente ao país.
A Asus também preocupou a associação, com 87 mil notebooks e apenas 39% declarados, assim como a Toshiba, que vendeu 108 mil notebooks em 2008, sendo apenas 10% legais.
“Enquanto a indústria nacional enfrenta um momento difícil, a ilegalidade está deslanchando”, afirma o presidente do IBL, Edson Vismona.
De acordo com o executivo, produtos de procedência ilegal foram encontrados durante operações em grandes lojas de varejo do país. “Pagando impostos, o importando deveria ser pelo menos 50% mais caro nas lojas, mas chega a ser até 20% mais barato”, argumenta.
O crescimento da ilegalidade já se refletiu em números. A participação do mercado cinza, que vinha caindo desde 2004, quando respondia por mais de 74% das vendas, chegou a 30% em 2007. Mas em 2008 voltou a crescer, chegando a 35%. “Pode aumentar ainda mais esse ano, se nada for feito”, argumenta Vismona.
Para conter o problema, o IBL recomenda ações de fiscalização mais contundentes em aeroportos, portos e fronteiras, incluindo a licitação de serviços de scanner para verificar os containeres. A entidade também sugere uma atuação mais forte de órgão de controle como a Receita Federal, o Inmetro, a Anatel e o Procon.
O estudo foi elaborado com base em dados da Receita Federal e de institutos como IDC e ITData.
- "Pagando impostos, o importando deveria ser pelo menos 50% mais caro nas lojas". Olha o absurdo dessa frase. Já não basta a carga tributária brasileira que é uma das maiores do mundo, ainda temos que pagar 50% a mais de um produto quando resolvemos importá-lo.
Concordo com o leitor Paulo Henrique: quem perdeu esse valor foi só o governo, pois quem comprou notebooks na ilegalidade está ganhando em muito na produtividade, está trabalhando para alavancar seus negócios, gerar empregos e com isso esquentar a economia. Opa, indiretamente o governo está sendo beneficiado, não?
Pois é, está na hora de revermos nossos conceitos e trabalharmos a globalização na prática.
enviado por: Leandro da Silva Foly em 13/02/2009 - 10:52 - Se eles querem acabar com a ilegalidade nas vendas de equipamentos de informática entre outros, deve PRIMEIRO abaixar esses impostos ABUSIVOS, para depois sim, cobrarem a fiscalização mais rigorosa...
enviado por: Denis Belo de Morais em 13/02/2009 - 07:51 - Falta baixar mais essas tarifas aplicadas sobre informatica ,até para evitar desemprego no setor este ano e talvez arrecadar até mais com o maior volume de vendas ,tal como ocorreu na famosa 'lei do bem'
enviado por: márcio luís barbosa machado em 13/02/2009 - 02:13 - Principal motivo de toda e qualquer atividade ilícita de aquisição de produtos e mercadorias no Bra$il, eletrônicas ou não:
A ROUBALHEIRA QUE É OS IMPOSTOS NO BRASIL!
enviado por: Valter Schulz de Oliveira em 12/02/2009 - 22:58 - Desculpem meu comentário iguinorante...
mas....
uhahauhahauau pro governo brasileiro...
Ladrão, enfia impostos que aumentam , as vezes dobram preço de produtos internacionais...
enviado por: Leonardo Amaral Araujo em 12/02/2009 - 19:34 - gostaria de frisar uma coisa errada estas importações nao trouxeram " trouxe perdas de US$ 656 milhões para o Brasil " e sim "trouxe perdas de US$ 656 milhões para o Governo".
provavelmente estes notebooks trouxeram grandes ganhos e produtividades ao Brasil, só o governo que não levou o dele.
enviado por: Paulo Henrique de Abreu Pontes em 12/02/2009 - 19:03 - acho q existem dois pontos para isso está acontecendo:
1 - os notebooks disponíveis no Brasil só servem para usuários leigos (não temos notebooks com configurações potentes, com boas placas gráficas e etc). Agora mesmo estou interessado em comprar um notebook, mas não encontro nenhum modelo nacional que supre minhas necessidades, perguntei a DELL se eles trariam um modelo deles importado, e não obtive resposta.
2 - o Imposto alfandegário é um absurdo, um dos maiores no mundo, muitas lojas internacionais não enviam para o Brasil por causa disso. Não é questão de ser lei, é questão de ser abusivo, por isso muitos vão por meios ilícitos. Vivo comprando livros importados, e tenho muita vontade de comprar boardgames ou gadgets, mas quando vejo o valor inicial e o valor após o imposto isso me desistimula completamente, nosso mercado é infantil, não possui variedade, temos de engolir o que eles vendem aqui, se quisermos coisas melhores temos que partir para estes impostos abusivos, se eles servem para estimular o mercado nacional, esse deve suprir nossas necessidades. Se temos algo aqui que é exatamente o que queremos, não iremos comprar fora só porque é um pouco mais barato, claro que preferiremos a comodidade e a segurança de comprar aqui.
enviado por: Kirlian Silvestre em 12/02/2009 - 18:27
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