BRUXELAS - Na cidade do futuro, empresas de energia serão concorrentes de construtoras?
Um movimento europeu acredita que metrópoles inteligentes mudarão o status quo.
A proposta do grupo surgiu do medo em relação às mudanças climáticas do planeta e da necessidade de descobrir formas alternativas aos combústiveis poluidores.
Essas cidades seriam auto-suficientes e os prédios teriam sistemas de produção de energia limpa sobre seus telhados que poderiam transportá-la até casas e veículos nas ruas.
Cada resto de comida, aparas de jardins e até água de esgoto seria utilizado para fermentar gases e gerar energia.
Percebendo que estão chegando ao fim do seu tradicional modelo de negócio, fábricas estão elaborando uma estratégia de sobrevivência.
“Um modelo econômico muito diferente do que conhecemos atualmente aparecerá e trará com ele incríveis mudanças”, disse Gearoid Lane, diretor da British Gas New Energy.
O conceito de metrópoles auto-suficientes está ganhando força na Europa e o bloco inclusive estipulou uma meta de corte das emissões de gás carbônico até que se chegue em 2020 à um quinto do que era registrado em 1990.
“Daqui a 25 anos, edifícios terão que funcionar como fábricas de energia, além de abrigarem pessoas”, disse o escritor e economista Jeremy Rifktin, que vem prestando consultoria para corporações e governos a respeito de como lidar com as alterações climáticas pelas quais a Terra está passando.