SÃO PAULO - A Polícia Federal recuperou os laptops roubados e concluiu que houve crime comum no caso Petrobras.
De acordo com a PF, a investigação revelou um crime comum no caso dos laptops e outros equipamentos de informática furtados de contêineres da Petrobras no Rio há um mês.
O caso teve grande repercussão, pois a petrolífera confirmou que nos computadores portáteis havia informações sobre novas descobertas da empresa, notadamente dados sobre a reserva Júpiter, área no litoral paulista rica em gás.
Os acusados disseram, em depoimento, que furtaram os equipamentos pensando apenas em vender o hardware. Eles afirmam que desconheciam o conteúdo dos laptops e HDs furtados da companhia.
Os policiais encontraram sob posse dos suspeitos quatro laptops, um monitor, dois celulares e uma maleta. Todos objetos são de propriedade da Petrobras e estavam num dos contêineres violados no Rio no dia do furto.
Segundo a PF, os quatro suspeitos são vigias que trabalham para uma empresa de segurança particular que opera no porto do Rio. Os acusados teriam aproveitado as informações sigilosas que possuem sobre a segurança de contêiners da petrolífera para efetuar o furto sem serem notados.
A polícia acredita que os acusados cometiam pequenos furtos na região portuária do Rio desde setembro de 2007.
Em entrevista coletiva, o delegado superintendente Valdinho Jacinto Caetano, chefe das investigações, considerou o caso plenamente esclarecido. Segundo Jacinto, a investigação descarta a possibilidade de crime de espionagem no caso. “Eles realmente não tinham idéia da importância dos objetos que estavam furtando”, disse.
O superintendente afirma que, durante toda semana passada, a polícia trabalhava quase que exclusivamente com a hipótese de espionagem. Ao investigar outros pequenos furtos no porto do Rio, no entanto, os policiais descobriram pistas que levaram até os suspeitos e, após interrogatório, descobriram onde estavam os computadores da Petrobras.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">PF prende 4 acusados de furto na Petrobras</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - A Polícia Federal recuperou os laptops roubados e concluiu que houve crime comum no caso Petrobras.
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