SÃO PAULO - Após insucesso em acordar preço com a Positivo, governo deve refazer o edital e retirar exigências.
No final de 2007, o governo Federal realizou leilão para comprar 150 mil laptops educacionais. Na ocasião, a Positivo venceu outros integradores como CCE e OLPC e ofereceu o ClassMate PC, da Intel, por US$ 360.
O governo considerou o preço da Positivo alto e pressionou por uma redução no valor do contrato. Um dos pontos que gerou controvérsia foi o fato da própria Positivo ter ofertado o ClassMate PC no Uruguai por US$ 243.
A Positivo explica que no país platino o preço é mais baixo por conta das condições do contrato de compra.
Ao contrário do Uruguai, o Brasil exige que as máquinas sejam fabricadas localmente, pede garantia de 3 anos e determina que o fabricante monte redes em escolas públicas e treine professores.
No Uruguai, o pagamento ao vencedor do contrato é à vista. No Brasil, só após a instalação das redes nas escolas e entrega de todos os laptops.
Com o fim das negociações, a expectativa é que o governo publique novo edital retirando algumas das exigências estipuladas nas compras.
Se não exigir fabricação local ou treinamento, por exemplo, o governo poderá obter ofertas mais agressivas dos integradores.
Em nota, a Positivo Informátiva diz que "foi pega de surpresa" pela decisão do governo e afirma que não foi informada oficialmente sobre o cancelamento do leilão que ela venceu.
"A Positivo Informática está pronta para retomar a discussão de preços, assim que o Governo Federal reabra as conversações", diz a empresa.
Blog da Sandra Carvalho
Em vez das baleias, salve o XO e o ClassMate
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Governo não fecha compra de ClassMate PC</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Após insucesso em acordar preço com a Positivo, governo deve refazer o edital e retirar exigências.
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