SÃO PAULO - A direção da Lenovo aprovou, esta semana, um plano de reestruturação que vai cortar mil funcionários de seus quadros.
A fabricante chinesa afirmou que não pode revelar detalhes de seu processo interno, mas pretende investir entre US$ 50 milhões e US$ 75 milhões no projeto de reestruturação.
A economia anual com as mudanças deve ficar em torno de US$ 150 e US$ 175 milhões.
No início deste ano, a empresa admitiu planejar a redução de seu corpo de funcionários no mundo, mas o número de mil demissões foi considerado surpreendente por analistas que acompanham o mercado de integradores no mundo.
A Lenovo afirmou que a maior parte dos cortes deve ocorrer nos Estados Unidos, embora demissões também possam ocorrer em outros países onde a companhia atua, especialmente na China, onde se concentram as maiores linhas de produção da empresa.
Atualmente, a Lenovo ocupa o terceiro lugar no ranking dos maiores fabricantes de PCs de marca do mundo, atrás da HP e Dell.
Seus concorrentes também enfrentam dificuldades para manter o ritmo de crescimento de vendas. A Dell, por exemplo, anunciou este mês que venderá PCs com Linux e avalia a venda de máquinas em lojas físicas como forma de não perder mercado.