SÃO PAULO – Durante palestra em Cuba, Richard Stallman classificou como “colonialismo digital” o domínio de empresas privadas no mercado de software.
O fundador e líder do movimento pelo software livre no mundo viajou a Cuba para participar do Fórum Mundial de Informática, que este ano acontece na ilha caribenha.
Durante sua palestra, Stallman lamentou que mercados importantes como Estados Unidos e Europa sejam controlados por fabricantes de software proprietário. Stallman afirmou que Cuba é um lugar propício para o fomento do software livre.
“Este país tem o direito que usar qualquer software livre disponível no mundo e tem tradição de resistir a fortes obstáculos”, afirmou o líder da Free Software Foundation.
Apresentado como hacker e militante político a uma platéia de estudantes cubanos, Stallman afirmou que um dos grandes obstáculos para a popularização do software livre é o que ele chamou de “inércia social”.
Para Stallman, uma vez que as grandes corporações estabelecem seus padrões, fica mais difícil implementar soluções não proprietárias.
Richard Stallman afirmou que a comunidade de usuários deve lutar para preservar “quatro liberdades fundamentais” presentes nos aplicativos que usam.
"A liberdade 0, de executar o programa que queira; a liberdade 1, estudar o código fonte e mudá-lo para que o programa faça o que o usuário deseja; a liberdade 2, de distribuir cópias do programa quando quiser; e a 3, de ajudar sua comunidade distribuindo cópias modificadas quando quiser".
A visita de Stallman a Cuba mereceu amplo destaque da imprensa cubana. O hacker deu entrevista aos principais jornais e TVs da ilha e criticou seu país, os Estados Unidos, a quem acusou de liderar a “colonização online” do mundo.