SÃO PAULO – As japonesas Sony, Toshiba e NEC anunciaram nesta quarta (1º) um esforço conjunto para o desenvolvimento de chips com tecnologia de 45 nanômetros.
A consórcio veio a público poucos dias depois de a Intel ter apresentado um protótipo de processador com a mesma tecnologia, que deve chegar ao mercado apenas no segundo semestre de 2007. Seus processadores mais avançados já no mercado têm 65 nanômetros, o limite atual da indústria.
Outro grupo, com as mesmas Sony e Toshiba, mas com a IBM no lugar da NEC, trabalha em uma versão do chip Cell com 32 nanômetros, que deve demorar ainda cinco anos para ser liberado.
Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro. A medida aplicada aos chips se refere ao tamanho que cada circuito têm na pastilha de silício. A indústria tenta reduzir cada vez mais essa medida. Além de isso permitir mais transistores em uma pastilha do mesmo tamanho, a miniaturização viabiliza velocidades maiores e menor consumo de energia.
A Sony e a Toshiba já trabalhavam no desenvolvimento de chips de 45 nanômetros desde fevereiro de 2004. Em novembro passado, a Toshiba fez um acordo semelhante e independente com a NEC, que agora se juntou à primeira dupla.
Já o protótipo anunciado na semana passada pela Intel tem um bilhão de transistores com os elementos de um processador de vários núcleos. Seu “wafer”, disco de silício com vários chips colocados lado a lado, depois fatiado para encapsulamento, tem 300 mm de diâmetro. Esse tamanho permite mais chips produzidos de uma só vez, o que barateia os custos individuais.
Leia também
Intel libera a evolução da família Centrino