NOVA YORK - A crise financeira mundial já produziu sua parcela de perdedores, mas as redes sociais querem capitalizar a sua parte.
O MySpace, que é propriedade do conglomerado de mídia News Corp., de Rupert Murdoch, disse à Reuters que seu site de empregos tem visto um significativo aumento de tráfego no ano passado --particularmente depois do desenrolar da crise.
Em 2008, o tráfico triplicou, disse Angela Courtin, vice-presidente sênior de marketing, entretenimento e conteúdo do MySpace.
O número de visitantes únicos entre as faixas etárias de 21 e 34 anos no site de empregos foi mais de 160 mil em novembro, ante os 83,5 mil no mesmo período do ano anterior, segundo os números do MySpace fornecidos à Reuters. O site não havia tido picos desse tipo antes, disse Courtin.
O número médio de minutos por usuário passou a sete em novembro, ante um minuto no mesmo período do ano passado.
O apelo desse tipo de site parece estar naquela velha teoria de que a miséria adora companhia. Buscar oportunidades de emprego é algo que frequentemente depende da rede de relacionamentos e sites como MySpace e LinkedIn são especialistas nisso.
A MySpace não é a única. No ano passado, a LinkedIn viu o número de membros de sua rede saltar para 31 milhões, ante os 18 milhões existentes no início de 2008, enquanto as pessoas usam a rede de negócios em busca de conexões que lhes ajudem a encontrar o emprego cada vez mais raro.
Segundo o LinkedIn, o número de registros foi 25 por cento maior do que ela projetava no ano passado.