SÃO PAULO – Em meio à crise da indústria, o Salão de Detroit deste ano busca, nos carros elétricos e híbridos, a solução econômica para o setor automobilístico.
O que antes parecia ser uma preocupação apenas dos orientais se tornou algo global e invadiu todas as marcas do mundo, incluindo as montadoras americanas. Dentre as grandes locais, a Ford, a Chrysler e a General Motors – estas duas últimas, as mais prejudicadas pela crise – apostaram em eletrificar suas máquinas a fim de torná-las menos dependentes do motor de combustão.
A GM e a Chrysler que, em dezembro, receberam a injeção de US$ 13,4 bilhões de dólares do governo para conseguirem a reestruturação, são as que devem enfrentar os maiores desafio neste ano.
Executivos da Chrysler prevêem que, mesmo com os lançamentos ecológicos, o setor venderá ainda menos que no ano passado, quando teve queda de 18%: entre 10,5 milhões e 11,1 milhões de automóveis, contra os 13,5 milhões de veículos em 2008.
No salão, a empresa apresentou o protótipo do carro elétrico Chrysler 200C EV, que utiliza um pequeno motor de gasolina para recarregar as baterias.
É o mesmo princípio do aguardado Volt, da GM, que voltou a ser apresentado no maior evento automobilístico dos Estados Unidos. Desta vez, a empresa anunciou que o veículo usará baterias da LG em seus primeiros modelos, que devem sair em novembro do próximo ano.
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