SÃO PAULO - Os presidentes das principais teles brasileiras ignoraram reunião com o CNJ e o PROCON e enviaram representantes.
O Conselho Nacional de Justiça, a Secretaria de Justiça de São Paulo e o Procon-SP convidaram os presidentes de Claro, Embratel, Oi, Telefônica, TIM e Vivo para uma reunião nesta quarta (14).
O objetivo era discutir os grampos ilegais efetuados com a ajuda de funcionários de telefônicas.
As irregularidades foram reveladas pela Polícia Civil de São Paulo, que desmontou uma quadrilha de espiões e detetives que fazia escutas ilegais de empresários, políticos e de até homens suspeitos de infidelidade conjugal.
Nenhuma tele convidada, no entanto, enviou seu principal executivo ao encontro. Todas preferiram mandar executivos da área de segurança e diretores de diferentes setores.
No encontro, o Procon deu 30 dias para as teles comprovarem que tomaram medidas adicionais de segurança para impedir que o sigilo telefônico de seus usuários seja quebrado sem autorização da Justiça. As teles que não apresentarem medidas convincentes para proteger os assinantes, podem sofrer punições.
No site do Procon, o secretário estadual de Justiça, Luiz Antônio Marrey, afirma que a medida não deve ser encarada como uma perseguição às empresas de telefonia, mas sim como uma medida preventiva para proteger os consumidores.
“O governo de São Paulo, pelas suas instituições, está atento a esse problema e gostaria de aperfeiçoar o sistema, deixando claro à população que a intimidade e o sigilo serão garantidos”, afirmou Marrey.
Segundo o secretário, o mesmo rigor será usado com empresas de cartão de crédito e bancos que desrespeitam o sigilo de seus usuários.