SÃO PAULO – Apesar do bloqueio ao YouTube, vários internautas brasileiros já encontraram formas de acessar o site.
O bloqueio,instituído em alguns provedores no final de semana por uma decisão judicial, vem sendo contornado por vários métodos. O mais comum é usar um servidor de proxy que esteja fora do Brasil. A idéia é utilizar o servidor como testa-de-ferro, baixando as páginas e redirecionando-as para o usuário. Assim, para o provedor local, o endereço que aparece no tráfego de dados é o do servidor proxy e não o do YouTube.
Uma busca rápida no Google indica várias centenas de opções de proxy abertos. Uma desvantagem desse método está na necessidade de configurar o browser para usar o proxy, o que faz com que todo o tráfego de páginas web passe por ele. Para evitar isso, alguns usuários instalam um segundo navegador, que usa a conexão de forma normal. Outro problema é que a velocidade de navegação, ficará limitada à agilidade do proxy em redirecionar os dados, o que normalmente deixa a carga de páginas bastante demorada.
Outra maneira usada para driblar o bloqueio é com o programa Tor. Criado pela Electronic Frontier Foundation para evitar a censura de conteúdo em países como a China, o Tor usa uma rede de PCs para distribuir o tráfego. Dessa forma, fica difícil para o provedor identificar a origem dos dados, que aparentam vir de vários computadores pelo planeta.
As desvantagens de usar o Tor são semelhantes às dos servidores proxy, apesar de que, em tese, a rede do Tor poderia oferecer um tempo de resposta menor, por contar com mais máquinas dividindo o tráfego. Também é preciso configurar o browser para usar o Tor, mas há um pacote que inclui o Firefox e Tor juntos, denominado Torpark. Este programa ainda tem a vantagem de dispensar a instalação, podendo até ser levado em um memory key.