SÃO PAULO – Um software de processamento de imagens e técnicas de ressonância magnética dão novas pistas sobre o funcionamento do cérebro.
Pesquisa conduzida pela Universidade de Washington processou milhares de imagens de ressonância magnética coletadas de 150 voluntários.
Na coleta, os voluntários são incentivados a pensar em eventos futuros, como o nascimento de um novo filho, seu próprio envelhecimento ou como será a vida de seus familiares daqui a 20 anos.
O resultado dos testes foi publicado na revista científica Pnas (Proceedings of the National Academy of Sciences) e revela que duas áreas específicas do cérebro são intensamente afetadas quando o voluntário pensa sobre o futuro.
O estudo leva em conta a maior atividade cerebral em determinadas regiões do cérebro baseado em estímulos elétricos que o órgão realiza para a troca de informações entre neurônios.
O estudo, assinado por Karl Szpunar, chefe da pesquisa, identificou que pensar sobre o próprio futuro gera mais atividade cerebral que pensar sobre o futuro de parentes e amigos.
Szpunar diz que é preciso avançar na pesquisa para tirar conclusões, mas vê como um avanço identificar que a especialização do cérebro dá se também na capacidade de prever eventos no tempo e não apenas em atividades motoras (fala, visão, etc.) ou sensoriais (felicidade, angústia, etc.).