SÃO PAULO – O governo inglês extraditou os israelenses Michael e Ruth Haephrati, acusados de diversos crimes virtuais e espionagem pelo computador.
O casal chegou a Israel nessa segunda (30) e ficará detido por dez dias, período em que serão interrogados pela polícia local. As penas israelenses para esse tipo de crime podem chegar a cinco anos. Elas aumentam se houver roubo de informações, como foi o caso.
Os dois são acusados de criar vírus e softwares-espiões, que eram instalados em empresas a pedido de seus concorrentes, que contratavam os serviços do casal. Eles prometeram revelar quem eram seus clientes, em troca da redução da pena.
Os Haephrati estavam na cadeia desde maio do ano passado, quando foram presos em uma operação que contou com a Interpol, investigadores particulares e pelo menos 20 empresas privadas que afirmavam ter sido vítimas de suas ações. Desde que o processo foi aberto, pelo menos outras 18 pessoas foram interrogadas. Todas as organizações acusadas negaram participação nos esquemas de espionagem.
Michael afirma ter criado o primeiro dos seus programas para "pregar uma peça" na família de sua ex-mulher. O casal então teria tentado vender o sistema ao serviço de defesa israelense, mas não houve negócio. Ruth começou então a oferecer o programa a agências particulares de espionagem. Ela tenta inocentar Michael, dizendo que ele nunca concordou com isso.